Início Lei do Aprendiz Jovens no mercado de trabalho

Jovens no mercado de trabalho

32

O programa de contratação de menores aprendizes contratou mais de 3 milhões de jovens desde 2005. Esse é um programa muito importante por ser uma maneira de lutar contra o trabalho infantil. Além disso, o programa busca unir educação e trabalho, oferecendo aos jovens formação técnica, direitos trabalhistas e remuneração.

O jovem que trabalha como menor aprendiz terá uma grande vantagem no mercado de trabalho, pois aprenderá desde cedo na prática. Além disso, estará protegido de ser aliciado para o trabalho infantil.

DADOS ESTATÍSTICOS:

Entre janeiro e junho de 2017, 203.434 menores aprendizes ingressaram no mercado de trabalho. Os estados que mais contrataram menores aprendizes foram: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná.

Os estados com o menor número de contratações foram: Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Sergipe.

As vagas mais ocupadas pelos menores aprendizes foram: auxiliar de escritório e assistente administrativo. Essas vagas representam 60% do total de vagas oferecidas. A contratação de homens e mulheres estava em aparente igualdade. Sendo que dos 203.434 contratados, 53,2% eram homens e 46,8% eram mulheres.

Apesar do número de contratações ser considerável, o ideal seria que este número fosse muito maior. Se todas as empresas seguissem as leis trabalhistas, 939.731 menores aprendizes deveriam ter sido contratados. Esse número é 5 vezes maior do que os números apresentados.

Além disso, das 200 mil vagas abertas para menores aprendizes no começo de 2017, 81% das vagas foram fechadas. Isso representa aproximadamente 162 mil vagas, um número altíssimo!

O JOVEM APRENDIZ NA SOCIEDADE

Os números nos mostram que as empresas estão contratando aprendizes por mera obrigação (é estipulado por lei que as empresas devem ter de 5-15% do seu quadro de funcionários compostos por menores aprendizes). Ou seja, a empresa contrata o menor aprendiz com expectativas irreais e quando o jovem não cumpre essas expectativas é demitido.

A principal razão do modo de trabalho “jovem aprendiz” existir é para a capacitação da mão-de-obra jovem. Porém, muitos empregadores não entendem isso. Eles esperam que o aprendiz aja como mão-de-obra profissional na empresa e não entendem que o aprendiz (como o próprio nome diz) está aprendendo a profissão.

O que os números indicam é que o processo de contratação dos jovens aprendizes está sendo um modo de evitar multas trabalhistas. Não existe uma preocupação da empresa em qualificar mão-de-obra!

A empresa que contrata o aprendiz e depois de um período de experiência o demite achando que cumpriu o seu papel, não está o fazendo. A lei afirma que a empresa deve oferecer treinamento técnico, além de acompanhar o processo escolar do aprendiz. Se a empresa não faz isso, ela não está cumprindo com suas obrigações.

Toda a contratação do jovem aprendiz poderia ser extremamente benéfica para a empresa, mas pela falta de conhecimento dos empregadores, acaba sendo um desperdício tanto para o jovem quanto para as empresas. Por isso, o desafio é conscientizar cada vez mais os empregadores em relação ao seu papel perante aos jovens e a formação da mão-de-obra do futuro.