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Desemprego entre Jovens

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A Lei do Aprendiz entrou em vigor a partir de 2005. De 2005-2014, o número de aprendizes contratados subia anualmente. Em 2014, tínhamos 404 mil aprendizes registrados!

Porém, em 2015, com o início da crise, o número de jovens aprendizes começou a cair. Atualmente, a Lei do Aprendiz encontra vários desafios para a sua consolidação. Entre eles estão: as grandes taxas de desemprego entre os jovens e o fato de que a maioria das empresas só realiza a contratação de aprendizes como obrigação.

Já falamos sobre o fato das empresas verem a Lei do Aprendiz apenas como mais uma obrigação a ser cumprida. Leia mais sobre isso aqui: [link]

DESEMPREGO

A crise econômica que estamos vivendo tem como característica mais marcante o desemprego. Esse desemprego atinge principalmente a camada mais jovem da população.

No primeiro trimestre de 2017, o desemprego atingiu um recorde histórico. Eram 14,1 milhões de brasileiros desempregados, um percentual de 13,7% da população. Desses 14 milhões, 5,7 milhões (40% dos desempregados) eram jovens com idade suficiente para trabalhar como jovem aprendiz – 14 a 24 anos.

O desemprego na vida do jovem é um grande problema. Atualmente, o mercado de trabalho não tem sido muito gentil com eles. A faixa etária de 14 a 24 anos apresenta uma taxa de desemprego 3 vezes maior do que a dos adultos.

Além disso, entre os jovens, encontramos um grupo de alto risco: as 2,6 milhões de crianças e adolescentes – de 5 a 17 anos – em situação de trabalho infantil. 2,2 milhões desses adolescentes – dos 14 aos 17 anos – poderiam estar trabalhando de forma legal e registrada pela Lei do Aprendiz.

LEI DO APRENDIZ NO BRASIL

Atualmente, a Lei do Aprendiz é a única política pública que o jovem tem para auxilia-lo na busca por emprego. Essa é uma política pública eficiente na luta tanto contra o trabalho infantil, quanto contra a evasão escolar (já que o aprendiz precisa estar estudando para continuar trabalhando).

A Lei do Aprendiz é admirada como política pública na América Latina. Porém, esse mesmo reconhecimento não acontece dentro do nosso país. A grande maioria dos empregadores brasileiros não entende o real sentido da lei.
Na crise, o esperado seria que a contratação de jovens aumentasse e não diminuísse. Jovens aprendizes são uma mão-de-obra barata e eficiente (apenas isso já deveria garantir a contratação deles). A empresa que fornece boa formação técnica aos seus funcionários poderá ter trabalhadores sem vícios, além de diminuir a rotatividade nas empresas.

Então porque isso não acontece?

A aprendizagem profissional não é valorizada no Brasil. As empresas brasileiras valorizam resultados rápidos e metas cumpridas. Isso é mais importante do que investir na formação de um jovem que acabará sendo um profissional qualificado no futuro. Como consequência, os jovens têm cada vez menos acesso ao mercado de trabalho.

É preciso continuar investindo em políticas públicas para garantir emprego aos jovens. Mais do que isso, é preciso conscientizar a população a respeito do porquê nossas leis existem e quais benefícios elas podem nos trazer.