Thursday April 16, 2009 11:14
Jogo The Godfather II
Toda adaptação das telas de cinema para as telas do computador vem cercada de críticas e desapontamentos. Com o jogo “The Godfather II”, adaptado do filme O poderoso Chefão, não é diferente.
Um dos maiores problemas de "The Godfather II", ao menos para aqueles que são fãs da trilogia, está em seu roteiro. Aqui a história toma várias liberdades em relação ao longa-metragem de 1974, alterando desde atitudes de personagens a sequências inteiras, o que vai de encontro à proposta do game anterior, que apenas tentou complementar o que foi visto no cinema.
Não há menção ao jovem Vito Corleone e aos flashbacks. Aqui a história se foca nos planos de Michael Corleone para a família, em especial a expansão das atividades relacionadas a cassinos e jogos de azar em Las Vegas e outras regiões, por intermédio do gângster Hyman Roth. O jogo começa no trecho em Cuba, entre o aniversário de Roth e o Réveillon, quando estoura o golpe liderado por Fidel Castro e todos os estrangeiros são obrigados a fugir desesperadamente do país.
O esquema do jogo permanece basicamente o mesmo do anterior, com algumas adições importantes. Quem não jogou o original, deve se preparar para correr pelos cenários em busca de comerciantes para extorquir até o completo domínio dos bairros, expulsando as famílias rivais do território.
A diferença é que agora as ações são um pouco mais estratégicas. Ao controlar pontos de atuação semelhante – como tráfico de armas ou prostituição – você forma cartéis que garantem bônus interessantes, como coletes à prova de balas ou carros blindados. Seus inimigos também contam com algumas dessas vantagens, então também se torna necessário controlar capangas para vigiar suas propriedades.
Pena que vários problemas tirem um pouco do brilho das novidades. Os inimigos são como zumbis que correm em direção aos tiros inimigos e as ações das famílias rivais nunca parecem contundentes – há um atentado aqui ou ali, mas nada que seus homens não possam resolver facilmente. Os itens extras também não parecem nunca fundamentais para o desenrolar dos acontecimentos. Seus soldados chegam a dar pena quando não conseguem atravessar uma porta aberta ou não conseguem andar sem esbarrar em algum canto do cenário.
Tecnicamente o game também não é dos mais impressionantes, principalmente quando lembramos que se trata de um título de ponta. Mesmo com um maior número de cenários e mais coisas a fazer, boa parte dos gráficos parecem ter vindo do jogo anterior, com poucos retoques e alguns efeitos especiais mais bonitinhos. Nada foi devidamente polido, o que se torna mais evidente ao encontrar problemas de colisão bizarros como corpos que afundam no chão.
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